Um novo sistema de informação implantado no HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento) está transformando a forma como é realizada a comunicação interna e o fluxo de atendimento na unidade.
Desenvolvida pela própria equipe gestora, a ferramenta já atende cerca de 90% do hospital, organiza o fluxo de atendimento dos pacientes por ordem de triagem, respeitando a classificação de acordo com os sintomas do paciente e anuncia em uma tela, com imagem e som, o consultório e demais atendimentos por paciente.
“A nossa ideia é que o paciente tenha mais segurança, e que quando retornar possam se sentir seguros, porque vão entender o que aconteceu antes. Se um colega médico, ou de outra área, quiser informações, ele entra no sistema, vê o que aconteceu antigamente para que a partir dali dê continuidade e assistência”, afirmou o diretor-geral, Alysson Figueiredo.
A construção do sistema foi conduzida pela equipe de Tecnologia da Informação do HGR, a partir da necessidade de organizar e padronizar informações que estavam dispersas em diferentes formatos e ferramentas.
Antes da implementação, registros clínicos e operacionais eram feitos em arquivos isolados, como editores de texto, planilhas e anotações locais, o que dificultava a integração dos dados e comprometia a continuidade do atendimento.
“O sistema capta todos os registros, os passos dos pacientes desde o primeiro dia até o último dia. Na questão do sistema da nutrição, o médico consegue acompanhar o tempo que o paciente fica internado, como foi a dieta dele. Agora o sistema iniciou no pronto-socorro, na questão de ficha, chamados, triagem, toda questão de acompanhamento e enfermarias, então o paciente entra pelo pronto-socorro, ele é registrado através de um número de prontuário fixo que o paciente chama na televisão e isso facilita e diminui o tempo de espera do paciente desde a hora que sai da recepção até o momento que ele adentra todo o hospital e percorre o que necessário”, explicou o técnico de informática do HGR, Fábio Rogério da Silva.
Um dos diferenciais do sistema é o funcionamento totalmente independente de internet, operando exclusivamente por meio da rede interna do hospital.
“A questão do sistema funcionar sem internet é por duas razões. A facilidade de acesso internamente, com a rede interna se torna mais rápida e não tem necessidade da rede externa. E pela segurança do paciente porque os dados ficam aqui dentro do hospital, não há como os dados serem vazados para rede externa, porque a rede só funciona dentro dos computadores cadastrados e registrados do HGR”, pontuou Fábio.
O sistema registra diariamente todas as condutas adotadas, como medicações, evolução médica e até dados específicos, como a alimentação do paciente ao longo da internação. Isso permite que diferentes profissionais tenham uma visão completa e atualizada do quadro clínico, facilitando a tomada de decisões e garantindo maior continuidade no cuidado.
“Nós pensamos uma forma para desenvolver um sistema em que não fosse tão difícil para os profissionais manejarem, e com isso as informações dos pacientes, assim como as condutas, o planejamento multifuncional ficarão sempre guardadas”, destacou o diretor.
SECOM RORAIMA
JORNALISTA: Suyanne Sá
FOTOGRAFIA: Ascom/Sesau